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O Terceiro Século de uma Religião Inteligente
Marcus H. Martins, Ph.D.

Palestra David O. McKay, evento anual da Brigham Young University-Hawaii - 11 de fevereiro de 2020
Versão expandida e editada



Esta é a terceira vez que tenho a honra de falar para toda a Ohana da BYU-Hawaii. Ao refletir sobre o que apresentar dessa vez, recordei os tópicos de minhas palestras anteriores em nosso campus.

Num devocional em 2001, eu falei sobre o problema em potencial das "Falsas Imagens de Cristo"2. Numa convocação universitária em 2005, concentrei minhas observações na visão do Presidente David O. McKay sobre o papel dos formandos da BYU-Hawaii no estabelecimento da paz internacionalmente num mundo violento3.

Desta vez escolhi revisitar um tema que permeia meus escritos há mais de duas décadas--minhas expectativas pessoais em relação ao futuro não muito distante da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Desde 1998, eu venho visualizando como as tendências geopolíticas, socioculturais e tecnológicas podem afetar o trabalho missionário e do templo no início do século XXI4.

É claro que esses foram meros exercícios intelectuais que de modo algum trazem--nem almejam--qualquer endosso oficial dos líderes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. De fato, o Presidente Henry B. Eyring uma vez gracejou dizendo que muitos sumos sacerdotes da Igreja pensam que sabem tanto ou mais sobre o futuro da Igreja que o Conselho da Primeira Presidência e o Quórum dos Doze5.

Ainda assim, eu vejo encorajamento nas palavras do Profeta Joseph Smith, que disse:

"Todo élder tem o privilégio de falar sobre as coisas de Deus; e se todos nós conseguíssemos reunir-nos com um só coração e uma única mente com fé perfeita, o véu bem que poderia ser rasgado hoje como na próxima semana ou em qualquer outra época ..."6

Com essas duas declarações em mente, vou me arriscar. Talvez eu acabe trazendo risadas calorosas aos Irmãos, que podem então me enviar uma mensagem dizendo: "Bom trabalho, irmão Martins ...! Sugerimos que você pare por aí ..."

Origem do Tema
Uma noite, cerca de 15 anos atrás, eu estava em minha casa conversando com o pai de duas de nossas alunas brasileiras da BYU-Hawaii. Ele e sua esposa não haviam aceito a visita dos missionários, mas permitiram que suas filhas fossem batizadas, viessem à BYU-Hawaii e servissem missões de tempo integral.

Eu estava servindo como bispo de suas filhas, e naquela noite ele me disse que no passado ele havia se preocupado com a associação de suas filhas com a Igreja. No entanto, estando aqui em Laie, freqüentando nossa ala do campus, ele viu sua filha mais velha dar uma grande aula na Escola Dominical e conheceu seu futuro genro, também um missionário retornado. Ambos estavam se formando na BYU-Hawaii e seriam selados no Templo de Laie Hawaii.

Ele então me disse o seguinte: "Irmão Martins, quando vi minhas filhas na Igreja ontem, ativas e expressivas, cheguei à conclusão de que quem se une a esta Igreja só tem a ganhar com isso".

Desde aquela conversa em 2005, tenho pensado na idéia de que, como membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, praticamos o que eu chamo de "uma religião inteligente".

Mas antes de expandir esse tema, permita-me revisar minha definição desses dois conceitos-chave--igreja e religião--citando meu próprio discurso da Convocação de 2005:

"Há algum tempo, notei a ausência da palavra 'religião' naquelas revelações em Doutrina e Convênios nas quais o Senhor fala ao profeta Joseph Smith. Sempre que se referia aos elementos que constituíam seu reino na terra, o Senhor usava palavras como: artigos, convênios, doutrina, igreja, evangelho, reino e lei--mas não 'religião'.

"As palavras 'igreja' e 'religião' são frequentemente usadas de forma intercambiável, mas, para a minha análise, estabelecerei uma distinção entre elas. Então, definirei 'igreja' como uma organização estabelecida por revelação para a salvação e exaltação da família humana. É o repositório terreno de oráculos, doutrinas, princípios ... leis, convênios e ordenanças, revelados dos céus [e os sacerdócios com suas chaves associadas necessárias para ensinar essas doutrinas, princípios e leis, oficiar ordenanças e administrar convênios.]

"Eu ... me refiro a esses elementos como 'componentes da igreja'. E eu ... defino 'religião' como o estilo de vida desenvolvido por indivíduos e famílias à medida que seguem ou praticam os componentes da igreja
."7

Portanto, podemos dizer que, embora a "igreja" tenha uma origem divina, a "religião" praticada pelos membros da Igreja em sua vida cotidiana tem uma origem amplamente humana--e pode ser atribuída a um grupo social, devido a seu contato com e compreensão de seus textos e experiências sagrados, guiando seu comportamento e visões do mundo.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias começou em 1830, mas a religião associada a ela--ou a resposta humana ao contato com o divino8--começou quando Joseph Smith Jr. teve sua primeira visão e conversa com Deus, o Pai, e seu Filho, Jesus Cristo, em 1820, e teve sua visão de mundo e sua avaliação pessoal de seu comportamento e expectativas afetados para sempre por aquela manifestação celestial.

No título de minhas observações, uso o termo "inteligente" como um derivado de "inteligência", definido na revelação divina como "[a] glória de Deus ... luz e verdade."9

Como vocês podem ver, meu tema não é sobre o próximo século da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias como organização, uma vez que, sem discernimento profético oficial, é praticamente impossível prever futuros desenvolvimentos organizacionais.

Como recém-converso quase meio século atrás, eu costumava ouvir outros membros da Igreja declarar que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias era "perfeita" e que tinha "respostas para todos os tipos de perguntas". Hoje, em vez de reivindicar uma perfeição estrutural--que por natureza é imutável e estática--prefiro dizer que a estrutura organizacional da Igreja sempre será perfeitamente e dinamicamente adaptada às necessidades de seus membros em todo o mundo, à medida que participam da obra divina da salvação sob uma miríade de circunstâncias locais. E sinto que, em geral, atingimos um nível de maturidade que nos permite afirmar sem receio que existem algumas questões importantes para as quais ainda não temos respostas.

Portanto, em vez de focar em questões organizacionais, compartilharei com vocês minha visão atual de possibilidades que, sem dúvida, estarão disponíveis para meus netos e duas gerações da minha família depois deles.

Vou começar explicando detalhadamente minha lógica para chamar a prática religiosa individual de um santo dos últimos dias fiel uma "religião inteligente".

Anos atrás, ao refletir sobre nossa abordagem tradicional de proselitismo e conversão, fiquei impressionado de uma nova maneira com o convite de Morôni a futuros leitores do Livro de Mórmon: Outro Testamento de Jesus Cristo:

"... [Desejo] exortar-vos, quando lerdes estas coisas ... a meditardes sobre isto em vosso coração.

"E quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras;

"[E] se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo. E pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas
."10

Ainda acho notável que os dois primeiros passos do convite de Morôni sejam ler e meditar. Linguagem e análise são seguidas de oração e eventual revelação divina. E o que eu acho ainda mais notável é o conhecimento de que o Deus Todo-Poderoso deseja se comunicar com seus filhos amados de maneiras inteligíveis.

Lembro-me de uma conversa com um colega de outra fé em minha cidade natal, Rio de Janeiro, em 1986, na qual ele expressou sua discordância com o conceito de revelação divina. Ele disse: "Se Deus falasse comigo, não haveria como eu entender o que ele diria. Isso seria impossível." Tentei assegurar-lhe que não era esse o caso, sem sucesso. De fato, ele foi tão inflexível em sua descrença que ameaçou acabar com nossa amizade se eu insistisse em dizer que eu havia recebido comunicação celestial.

E, no entanto, é exatamente isso que o Senhor declarou nestes últimos dias:

"Eis que eu sou Deus e disse-o; estes mandamentos são meus e foram dados a meus servos em sua fraqueza, conforme a sua maneira de falar, para que alcançassem entendimento ...

"Ora, quando um homem arrazoa, é compreendido pelo homem, porque arrazoa como um homem; assim também eu, o Senhor, arrazoarei convosco para que compreendais
."11

E o Senhor não para por aí. Ele inspira seus filhos a níveis mais altos de raciocínio através do poder do Espírito Santo:

"Porque vivereis de toda palavra que sai da boca de Deus.

"Porque a palavra do Senhor é verdade; e tudo que é verdade é luz; e tudo que é luz é Espírito, sim, o Espírito de Jesus Cristo. E o Espírito dá luz a todo homem que vem ao mundo; e o Espírito ilumina todo homem no mundo que dá ouvidos a sua voz.

"E todo aquele que dá ouvidos à voz do Espírito vem a Deus, sim, o Pai. E o Pai ensina-lhe sobre o convênio que ele renovou e confirmou sobre vós, o qual é confirmado sobre vós para o vosso bem; e não somente para o vosso bem, mas para o bem do mundo todo
."12

"Em verdade, em verdade vos digo: Vós sois criancinhas e ainda não compreendestes quão grandiosas são as bênçãos que o Pai tem nas mãos e preparou para vós;

"E não podeis suportar tudo agora; contudo, tende bom ânimo, porque eu vos guiarei
. ..."13

E assim, pelos últimos 200 anos, o Senhor tem guiado o seu povo através de comunicação direta. No início, ele falou--ou enviou mensageiros celestiais para falar em seu nome--apenas para Joseph Smith Jr. Posteriormente, para Joseph e Oliver Cowdery. Pouco tempo depois, ele adicionou David Whitmer e Martin Harris à lista de destinatários das comunicações celestiais nos últimos dias. Após a organização da Igreja, o Senhor ofereceu suas revelações a todos os membros, como o Profeta Joseph declarou:

"…Deus nada revelou a Joseph que não dará a conhecer aos Doze, e até o menor dos santos pode conhecer todas as coisas na proporção em que puder suportá-las."14

 Eu gosto muito dessa declaração profética. No entanto, parece-me que muitas vezes membros da Igreja tendem a se concentrar quase exclusivamente na última parte da declaração, repetindo o velho clichê "Não estamos preparados para um maior conhecimento". Eu rejeito totalmente essa crença.

Contemplando o mundo ao nosso redor e os desenvolvimentos tecnológicos incríveis--quase milagrosos--do século passado, como é possível que não estejamos preparados para maiores conhecimentos espirituais? Como podemos aceitar como normal o fato de termos alcançado tais desenvolvimentos em várias ciências e, ainda assim, continuarmos no jardim da infância nos estudos do evangelho?

Assim sendo, sim, eu acredito que o Senhor em sua infinita sabedoria estabeleceu prioridades sobre o que revelar a seus filhos. Mas também acredito que estamos mental e intelectualmente preparados para níveis ou magnitudes de luz e verdade, ou inteligência, do alto, cada vez maiores, se for a vontade do Senhor concedê-las a nós.

Ao considerarmos as escrituras disponíveis no momento e as palavras dos profetas vivos, muitas vezes ouvimos os membros de longa data dizerem que "são sempre as mesmas coisas de antigamente", mas acredito que se estudarmos com mais detalhes o conhecimento que já recebemos, que "as mesmas coisas antigas" podem revelar-se surpreendentemente "novas".

Mas como podemos ver esses "velhos" conceitos tornarem-se surpreendentemente novos para nós? Permita-me focar num aspecto fundamental dos estudos do evangelho--a linguagem divina.

Desvelando a Linguagem Divina

Sugiro que encontraremos essa inteligência maior "velada" na linguagem simbólica encontrada nas escrituras e nas palavras dos profetas dos últimos dias. Assim como no caso das parábolas do Salvador Jesus Cristo, esse método de ensino encapsula, ou "cobre com um véu", ideias divinas e princípios perfeitos em símbolos terrenos que podem ser facilmente compreendidos e explorados em profundidades sempre crescentes pelas mentes mortais. Isso é para nosso benefício eterno, como o Profeta Joseph Smith ensinou:

"O relacionamento que temos com Deus nos coloca em condições de avançar em conhecimento. Ele tem poder para instituir leis para instruir as inteligências mais fracas, para que possam ser exaltadas com Ele mesmo, de modo a terem glória sobre glória e todo o conhecimento, poder, glória e inteligência exigidos para salvá-las no mundo dos espíritos. Essa é uma boa doutrina. Tem gosto bom."15

A linguagem é tão central na obra de salvação de Deus que o Senhor Jesus Cristo é conhecido como "O Verbo" (ou "A Palavra"), e ele afirmou que todas as coisas foram criadas pela palavra de seu poder16. Nomes, verbos, adjetivos, advérbios e preposições tornam-se ferramentas--como peças de um quebra-cabeça--na grande escola de assuntos celestiais. Títulos, metáforas e alegorias exigem uma análise inteligente, a fim de desvendar e revelar as verdades eternas sobre o relacionamento de Deus com seus filhos, e os seus desígnios para eles.

Toda a dimensão espiritual do evangelho restaurado de Jesus Cristo--que inclui orientação divina, dons espirituais e o exercício do poder e autoridade do sacerdócio--requer linguagem. Todas as ordenanças sagradas, convênios e revelações providas aos mortais são apresentadas através de linguagem. A comunicação com Deus através da oração--mesmo quando em pensamento--é mediada por linguagem.

O exercício do próprio sacerdócio está inextricavelmente ligado à linguagem. A terminologia chave em ordenanças sagradas funciona como uma espécie de "código-fonte" para abençoar a família humana e implementar a missão salvadora da Igreja de Jesus Cristo na mortalidade. Outras palavras-chave e invocações destravam poderes, honras e privilégios, alguns ainda a serem completamente compreendidos.

Adão e Eva provavelmente tiveram essa linguagem no Jardim do Éden, pela qual eles deram nomes aos animais17, e Enoque e o irmão de Jarede tinham essa linguagem pela qual alteraram o curso de rios e moveram montanhas.18

Visto que a palavra falada é efêmera, ela pode receber permanência através da escrita e do poder do Espírito Santo. Às vezes as escrituras descrevem linguagem sendo usada de maneiras bastante interessantes.

Por exemplo, durante a grande visão do trono de Deus e do futuro da terra, o apóstolo João ouviu pelo menos quatro vezes "vozes" acompanhadas de trovões, relâmpagos e terremotos
.19 Ele também viu e ouviu animais alienígenas ressuscitados falando e louvando a Deus.20
"Enoque ... proferiu a palavra do Senhor e a terra tremeu e as montanhas fugiram, sim, de acordo com sua ordem; e os rios de água desviaram-se de seu curso ... e todas as nações temeram grandemente, tão poderosa era a palavra de Enoque e tão grande era o poder da linguagem que Deus lhe dera."21

No Livro de Mórmon, lemos que o rei Benjamim teve o conteúdo de seu grande discurso final escrito e depois lido para a multidão22.  No entanto, quando o Salvador Jesus Cristo ressurreto visitou os Nefitas e Lamanitas, uma multidão de cerca de 2.500 pessoas testemunhou que Jesus orou ao Pai falando coisas grandes e maravilhosas que eles "viram e ouviram".23

Essas declarações estão em minha mente há muito tempo--vozes associadas a trovões, relâmpagos e terremotos; uma linguagem poderosa que comanda mudanças no ambiente físico; e "ver e ouvir" uma oração de um membro da Deidade.

Alguns podem dizer que estou interpretando essas passagens muito literalmente. Mas uma das lições que aprendi quando retraduzi o Livro de Mórmon para o português no início dos anos 1980 é que devemos confiar na terminologia usada pelos profetas. Às vezes, algumas dessas palavras e expressões podem não fazer muito sentido em nossos dias, mas elas podem transmitir ideias que serão compreendidas e apreciadas por outras pessoas anos ou décadas depois. Isso me lembra as palavras do Profeta Joseph Smith sobre a impotência das línguas mortais atuais:

"[As] coisas que são escritas são apenas indicações de coisas que existiam na mente do profeta, que não estão escritas a respeito da glória eterna."24

 "Ó, Senhor, quando chegará o tempo em que ... possamos estar juntos e contemplar a sabedoria eterna gravada nos céus ... até que possamos ler o som da eternidade, para a plenitude e satisfação de nossas almas imortais?

"Ó, Senhor, livra-nos no devido tempo da pequena e estreita prisão, quase como se fosse, total escuridão de papel, pena e tinta--e uma linguagem torta, quebrada, dispersa e imperfeita
."25

No entanto, o Senhor quer que seu povo seja educado sobre "coisas [tanto] do céu como da Terra e de debaixo da Terra" e acrescentou: "... Para que estejais preparados em todas as coisas ... para magnificardes o chamado com o qual vos chamei ...  pelo estudo e também pela fé"26.

Sendo assim, como poderemos usar nossas linguagens mortais imperfeitas para explorar o domínio aparentemente infinito das coisas terrenas e celestiais e servir ao Senhor de formas magníficas?

Felizmente, o Senhor proveu meios para cumprirmos esses objetivos de aprendizado. Ao longo da história do mundo, ele ensinou seus profetas por meio de parábolas, "sinais ... maravilhas ... símbolos e figuras"27. O Profeta Alma declarou: "... todas as coisas mostram que existe um Deus; sim, até mesmo a Terra e tudo que existe sobre a sua face, sim, e seu movimento, sim, e também todos os planetas que se movem em sua ordem regular testemunham que existe um Criador Supremo."28

Portanto, estamos cercados de elementos simbólicos que, uma vez estudados em detalhes, podem nos dar uma visão maior sobre Deus, seu reino, nosso relacionamento familiar com ele, e as glórias que ele tem em reserva para nós através de seu plano de salvação.

Permitam-me listar alguns dos símbolos mais óbvios para o nosso estudo pessoal:


Elementos Simbólicos para Estudos Adicionais*

O Corpo Humano
Aspectos da
Expiação, Retidão e Condições Mortais

Instituições & Atividades
Aspectos do Reino de Deus e seu Relacionamento com seus filhos

·      Braço

·      Cabeça

·      Caminhada

·      Carne

·      Coração

·      Corrida

·      Costela

·      Dedos

·      Digestão

·      Entranhas

·      Lábios

·      Mão

·      Medula óssea

·      Nariz

·      Olhos

·      Pés

·      Pescoço

·      Reprodução

·      Rins

·      Sangue

·      Sono

·      Tendões

·      Umbigo

·   Casa

·   Casamento

·   Jardim

·   Mansão

·   Mar

·   Montanha

·   Muro

·   Noiva

·   Noivo

·   Nomes

·   Nuvem

·   Pasto

·   Pastoreio

·   Paternidade

·   Pilar

·   Redil

·   Rocha

·   Sono

·   Tenda

·   Torre

* Lista incompleta

Dr. Marcus H. Martins, 2020



Elementos Simbólicos para Estudos Adicionais *

Acessórios
Características & Efeitos do
Poder e Autoridade do Sacerdócio

Alimentos & Bebidas
Facetas da Expiação
e Convênios

Animais
Facetas da Expiação, Poder, e da Casa de Israel

·      Barra

·      Cajado

·      Chave

·      Cortes

·      Espada

·      Estaca

·      Ferro

·      Fogo

·      Fumaça

·      Incenso

·      Latão

·      Língua

·      Linguagem

·      Luz

·      Música (1)

·      Palavras-chave

·      Queima

·      Restolho

·      Selos

·      Véu (Cortina)

·      Vidro

·      Vínculos

·       Roupas:

o   Barrete (Turbante)

o   Calçado

o   Capa

o   Faixa

o   Manto

o   Véu (Cobertura)

·       Cores:

o   Azul

o   Branco

o   Ouro

o   Roxo

o   Verde

o   Vermelho

·       Matemática:

o   Ângulos

o   Círculo

o   Infinito

o   Linha

·       Vibrações:

o   Música (2)

o   Terremoto

o   Trovão

o   Tremor

·   Água

·   Azeite

·   Farinha

·   Fermento

·   Figo

·   Gordura

·   Leite

·   Manteiga

·   Mel

·   Pão

·   Romã

·   Sal

·   Uva

·   Vinho

 

·   Águia

·   Asas

·   Bezerro

·   Boi

·   Cascos

·   Cavalo

·   Chifres

·   Cordeiro

·   Elefante

·   Galinha

·   Leão

·   Ovelha

·   Pomba

·   Serpente

·   Tigre

·   Urso

* Lista incompleta

Dr. Marcus H. Martins, 2020



Observem como as mais diversas disciplinas, tais como Agricultura, Alimentos e Nutrição, Anatomia, Ciência Animal, Antropologia, Arquitetura, Biologia, Direito, Física, Fisiologia, Geografia, Geologia, História, Matemática, Medicina, Metalurgia, Música, Roupas e Têxteis, e Sociologia--todas fornecem informações detalhadas que podem se tornar informações vitais para o estudo do evangelho restaurado de Jesus Cristo.

Lembro-me de conversas com vários colegas de diferentes disciplinas acadêmicas sobre alguns desses elementos.

Os professores Susan Barton e Russel Carlson, refinaram minha compreensão do conceito matemático de infinito. Certa vez, compartilhei com o professor Daniel Scott minha especulação sobre a interação entre matéria, tempo e poder do sacerdócio29. Pensando na afirmação do Profeta Joseph Smith de que o espírito é uma "substância; ... matéria mais pura, mais elástica e refinada que o corpo"30, perguntei ao professor Michael Weber se ele poderia me instruir sobre a física da elasticidade. Considerando o convite de Morôni para refletir, muitas vezes penso no discurso de Convocação do professor Neil Anderson sobre o aumento do engajamento metacognitivo, ou, como ele afirmou, "pensando em pensar."31 E os professores Matthew Bowen e Daniel Sharp me esclareceram muitas vezes sobre termos-chave usados nos idiomas originais da Bíblia.

Como as manifestações celestiais às vezes incluem música tocada por seres celestes32,pergunto-me que impressões os professores Darren e Jennifer Duerden e Daniel Bradshaw teriam a oferecer sobre uma conexão entre a música e o poder celestial. Poderiam ondas sonoras terrestres, realçadas pelo poder do Espírito Santo33, ter ressonância com o próprio sacerdócio? Seria possível que essas vibrações santificadas causassem efeitos espirituais e físicos tanto no corpo como no espírito?

Várias disciplinas acadêmicas podem nos ajudar a aprender detalhes sobre todas essas expressões e elementos simbólicos usados nas escrituras e em outros textos e narrativas sagrados. Então, através do poder do Espírito Santo, podemos ampliar nossa compreensão de como eles funcionam como símbolos no currículo de Deus para salvação e exaltação; como eles nos ajudam a compreender a linguagem da Deidade e, talvez, até como poderíamos exercitar melhor nosso discipulado e a autoridade do sacerdócio na obra divina de salvação.

Ou, colocando em outras palavras, toda a matéria nesta terra foi criada primeiro espiritualmente34, e como o Profeta Joseph Smith ensinou: "... que cada coisa tenha sua semelhança e concordem uma com a outra--Aquilo que é terreno conforme o que é celestial …"35 Com base nisso, entendemos que existem contrapartes espirituais e celestes em todos esses elementos simbólicos usados nas ordenanças e cerimônias da plenitude do evangelho de Jesus Cristo.

Pela fé, seguimos as instruções divinamente reveladas sobre como empregar esses elementos simbólicos terrestres, os quais, através do exercício oficial da autoridade do sacerdócio em ordenanças e outras cerimônias sagradas, são conectados às suas contrapartes celestiais pelo poder do Espírito Santo36. Os efeitos dessa conexão entre o terreno e o celestial geralmente não são visíveis aos olhos mortais, mas exercitando o que os profetas antigos chamavam de "olhos da fé,"37 isualizamos esses efeitos e, com o tempo, os reconhecemos em nossas vidas como bênçãos e milagres.

Imitações Terrenas da Linguagem Divina
Novamente, usando o relato do apóstolo João como exemplo, ele viu símbolos de animais sendo usados também pelo adversário como imitações da linguagem simbólica divina38. Com isso, João estava sendo avisado de perigos que viriam pela frente. Da mesma forma, só podemos evitar ser enganados se entendermos os significados transmitidos pelos verdadeiros símbolos divinos.

Desde o início da fase mortal do plano de salvação, o adversário tem usurpado autoridade e introduzido falsas imitações da linguagem simbólica divina através de todos os tipos de práticas religiosas apóstatas. À medida que os anos passam antes da segunda vinda do Salvador Jesus Cristo, podemos esperar tentativas cada vez mais sofisticadas do adversário de introduzir "imitações seculares" dos verdadeiros princípios eternos, criadas quando tradições e normas sociais mortais em constante mudança são "adornadas" com um verniz de passagens das escrituras para dar-lhes um ar de religiosidade.

Se adotados, esses "sósias seculares" de princípios divinos podem causar uma redução no poder e na solidez da fé de uma pessoa. Somente o entendimento adequado das representações simbólicas dos princípios verdadeiros pode evitar isso.

Permita-me fornecer dois exemplos desses "sósias seculares"--um focado no amor e o outro na autoridade--ambos os exemplos extraídos do meu futuro livro sobre a doutrina do sacerdócio39.

Versões Terrenas Limitadas do Amor
Existem várias definições e dimensões para o "amor", mas na justa aspiração de nos tornarmos filhos e filhas de Deus--ou aqueles que são herdeiros de seu reino de acordo com leis e convênios eternos40--a descrição mais elevada ou mais pura do amor foi dada pelo próprio Salvador Jesus Cristo:

"Eu sou o bom pastor ... dou a minha vida pelas ovelhas. Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida, para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la."41

A missão do Salvador envolveu consagrar seu corpo--incluindo seus desejos, apetites e vontade--para cumprir a vontade de Deus, o Pai, sofrendo a medida completa da ira de Deus para expiar os pecados da família humana. Nossa missão envolve consagrar nossos corpos para cumprir a vontade do Pai em fé e obediência aos seus mandamentos e serviço em seu reino.

Isso nos leva a definir o amor como um sentimento expresso em sua forma mais elevada e mais refinada por meio de virtudes perfeitamente exemplificadas pelo Salvador durante o seu ministério, de formas que nos guiarão a "... [nos tornar] os filhos [e filhas] de Deus; [para] que quando ele aparecer, sejamos como ele …"42

Baseado na doutrina do sacerdócio, podemos dizer que o amor--tanto o amor romântico quanto o amor familiar entre pais e filhos--é um dom divino, não apenas pelo mero desfrutar de um sentimento maravilhoso, mas também para refinar, elevar, aperfeiçoar e um dia exaltar um homem e uma mulher selados pela autoridade do sacerdócio, e sua família, no mais alto céu da glória celestial43. Esse amor, em sua forma mais pura, produz relacionamentos tão refinados que seus participantes desejarão que os mesmos durem para sempre, e isso os inspirará a cumprir e honrar leis e convênios eternos.

Por outro lado, se um princípio verdadeiro como o amor é definido e praticado de maneira que o desconecta da doutrina de Cristo e do sacerdócio, esse amor, embora satisfatório, é uma imitação terrena do perfeito amor divino. Manifestações desse amor, como romance e amizade, são belas e satisfatórias, mas sem o poder da expiação do Salvador, ele não pode nem nos aperfeiçoar completamente nem nos santificar. E sem a autoridade do sacerdócio e uma conexão firme com o poder dos céus por meio de convênios sagrados, a pessoa deixaria de apreciar plenamente as possibilidades eternas que aguardam os fiéis no novo e eterno convênio do casamento, e possivelmente em outras associações eternas ainda desconhecidas.

Imitações Terrenas de Autoridade
Os princípios fundamentais do governo do sacerdócio são radicalmente diferentes daqueles tradicionalmente empregados nas maioria das instituições terrenas imperfeitas ao longo da história da humanidade. O exercício mortal do poder emprega o que poderíamos chamar de uma forma de governo "apóstata" ou "distorcida", um princípio chamado por Corior, um anticristo no Livro de Mórmon, como "gerência da criatura"44.  Mas, em vez dos significados contemporâneos para essa palavra, na falsa filosofia de Corior, "gerenciamento" implicava controle coercitivo injusto pelo homem e, de acordo com a tradução do profeta Joseph Smith do registro original, Corior afirmou que esse controle coercitivo era direcionado para "a criatura", e não para "semelhantes".

Ao longo da história, descobrimos que em instituições mundanas imperfeitas, os homens e, às vezes mulheres, exerceram essa "gerência da criatura" por meio de infligir humilhação pública, dor e desconforto físicos extremos, morte, ou o mero temor dessas ações, sobre aqueles de seus semelhantes a quem membros de qualquer classe social autoproclamada como "dominante" se recusavam a considerar seus semelhantes. Assim, todos os tipos de dispositivos brutais e desumanos foram empregados e justificados para controlar ou subjugar as massas--tirania, escravidão e tortura, com os correspondentes preconceitos raciais, étnicos e de classe que apoiavam essas práticas, dando-lhes um falso verniz de racionalidade e legalidade.

A filiação divina e potencial de exaltação dos seres humanos fazem com que os princípios do governo e liderança do sacerdócio sejam de natureza igualitária, em flagrante contraste com os do mundo decaído, conforme expresso no conselho profético: "... Não apreciareis uma carne mais que outra, ou seja, nenhum homem se considerará melhor que outro ..."45 Mesmo no exercício da autoridade religiosa, este princípio declara: "... o sacerdote não se julgava superior a seus ouvintes, porque o pregador não era melhor que o ouvinte nem o mestre melhor que o discípulo; e assim eram todos iguais ..."46

Estes dois exemplos mostram quão significativo é para nós entender os símbolos embutidos na linguagem divina, para que possamos evitar exercer nossa fé em meras semelhanças terrenas de princípios e virtudes eternas.

Poder Celestial Embutido na Linguagem Divina
O Profeta Joseph Smith explicou a importância de obter conhecimento por meio da revelação divina, dizendo:

"No conhecimento há poder. Deus tem mais poder que todos os outros seres, porque tem maior conhecimento; portanto, sabe como sujeitar a ele todos os outros seres."47

"O homem é salvo na mesma proporção em que adquire conhecimento, porque se não adquirir conhecimento, será levado cativo por algum poder maligno no outro mundo, porque os espíritos malignos terão mais conhecimento e consequentemente mais poder do que muitos homens que estão na Terra. Por isso precisamos de revelação para ajudar-nos e dar-nos conhecimento das coisas de Deus."48

Portanto, vemos que um entendimento mais detalhado da linguagem divina usada nas escrituras e em outras revelações contidas na plenitude do evangelho de Jesus Cristo nos ajudará a evitar colocar nossa fé em imitações terrenas limitadas de gloriosos princípios eternos e, assim, manter uma pessoa fiel exercitando o amor e outros princípios de formas que levarão à exaltação e vida eterna.

A qualidade e durabilidade de nossa prática religiosa, ou nosso discipulado, dependem de nossa compreensão da linguagem divina. As armas para proteger nossa fé individual não podem ser empregadas nos escritórios e capelas da Igreja, porque a batalha pelas nossas almas é travada nos recantos mais profundos de nossos corações e mentes.

Expectativas para o Terceiro Século
Duzentos anos atrás, o jovem Joseph Smith iniciou uma nova jornada e prática religiosa pessoal após uma visão gloriosa do Pai e do Filho. Ao nos aproximarmos do início do terceiro século dessa prática religiosa, aguardamos ansiosamente o cumprimento de grandes profecias sobre eventos espetaculares e milagrosos que darão início à segunda vinda do Salvador Jesus Cristo. Observando as condições do mundo ao nosso redor, podemos estar justificados em esperar de que esses eventos venham a ocorrer nos próximos 100 anos. Esses eventos, sem dúvida, causarão grandes mudanças em nossas práticas religiosas pessoais, e especialmente nas de nossos descendentes.

Imaginem, por exemplo, a futura restauração de escrituras antigas adicionais, como as contidas nas placas de latão.49 Precisamos entender melhor Isaías, para que possamos estar prontos para apreciar Zenos, Zenoque, Neum e muitos outros.50

Imagine também o retorno de Enoque e sua cidade de Sião. Se quisermos nos associar com o povo de Enoque51, precisamos nos preparar aprendendo o suficiente para ter conversas significativas com membros de uma sociedade de 5.000 anos, e aprender sobre as mudanças em seus corpos que lhes permitiram ter poder sobre a morte52, ou sobre o projeto urbanístico, serviços de utilidade pública, e outros sistemas de sua cidade milenar, incluindo a interação do poder do sacerdócio com a gravidade, que permitiu a transladação da cidade inteira.

Uma religião inteligente reúne elementos aparentemente mundanos para ajudar as mentes mortais a ter uma visão limitada, mas altamente desejável, do meio-ambiente de Deus. Isso permite que indivíduos mortais suportem as cruzes do mundo enquanto esperam para obter as recompensas celestiais prometidas.

As ideias obtidas por meio de um estudo mais detalhado dos elementos da linguagem divina podem nos ajudar a entender melhor o que o Senhor está tentando comunicar por meio de seus mandamentos e convênios e, assim, obter maior resiliência para nossa fé e maior confiança nos profetas vivos de Deus, face aos desafios futuros de um mundo decaído cada vez mais problemático, e também possíveis mudanças organizacionais e desenvolvimentos doutrinários que muito provavelmente podem ocorrer durante o próximo século da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Não posso prever o futuro, mas acredito nas profecias contidas nas escrituras e nas palavras dos profetas dos últimos dias sobre os eventos ainda por vir. Por exemplo, sempre fico entusiasmado quando leio as palavras e a visão fornecidas pelo Presidente John Taylor no trigésimo terceiro aniversário da organização da Igreja, em 6 de abril de 1863:

"Cremos que este povo se destacará na literatura, na ciência e nas artes e em manufaturas. De fato, haverá uma concentração de sabedoria, não apenas da sabedoria combinada do mundo como existe agora, mas os homens serão inspirados em relação a todos esses assuntos de uma maneira e numa extensão como nunca antes o foram ...

"O povo estará tão aperfeiçoado e purificado, enobrecido, exaltado e dignificado em seus sentimentos e tão verdadeiramente humilde e digno, virtuoso e inteligente que estarão aptos, quando arrebatados, a se associarem com aquela Sião que descerá de Deus, do céu. ...

"[É] evidente que alguma grande revolução, alguma mudança poderosa tem que acontecer para revolucionar nossas mentes, nossos sentimentos e julgamento, nossas atividades e ações e, de fato, para nos controlar e influenciar inteiramente, antes que algo desse tipo possa acontecer, e por isso é que quando a luz do céu reflete sobre a mente humana, quando podemos nos ver como Deus nos vê e compreender a nós mesmos como ele nos compreende, e entender nossa posição como ele a entende, deveremos ter visões diferentes de nós mesmos das que temos quando não somos iluminados pelo Espírito. ...

"No entanto, sendo este um fato e fazendo parte das coisas que esperamos realizar, deve haver um começo em algum lugar
 ..."53

No início de 2020, alguns podem duvidar e dizer: "Isso vai ser difícil ...", para o que eu diria: "Deixe isso para as próximas gerações. Afinal, você e eu talvez não estejamos respirando oxigênio daqui a 75 anos."

Comentários Finais
Antes de concluir, permita-me adicionar uma nota pessoal. Esta é provavelmente a última vez que terei a honra de discursar formalmente para toda a Ohana da BYU-Hawaii, e este ano de 2020 trará marcos significativos não apenas para nossa Igreja, mas também para a Família Martins. Minha esposa e eu comemoraremos 40 anos de nosso selamento, 30 anos de nossa chegada aos Estados Unidos e 20 anos de nossa chegada na BYU-Hawaii.

Em nome da minha família, expresso gratidão ao bom Senhor por notáveis bênçãos e experiências. Também agradeço a ele por me abençoar com maravilhosos vizinhos, colegas, 539 missionários e 10.338 alunos.

Talvez o que eu tenha mais valor para concluir seja meu testemunho--não um testemunho sobre as interpretações e expectativas pessoais que apresentei neste discurso--mas um testemunho da realidade da existência de Deus e que Ele é um Pai Eterno perfeitamente amoroso que tem um grande plano de felicidade para todos os seus filhos e filhas fiéis. Testifico também de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, e da realidade de sua expiação e ressurreição, e que Ele é o Unigênito do Pai, e o Pai de nossa salvação. Sei que eles vivem e que apareceram ao jovem Joseph Smith e o chamaram para ser seu profeta. Testifico que somos guiados por verdadeiros profetas, videntes e reveladores. Testifico a veracidade das escrituras, particularmente do Livro de Mórmon.

Minha participação na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está se aproximando rapidamente de meio século, e minha fé e determinação em me esforçar para ser um discípulo fiel de Jesus Cristo são tão vívidas hoje quanto no dia do meu batismo. Oro pelas bênçãos mais preciosas do Senhor sobre todos nós. Em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém.

Muito obrigado.

Marcus H. Martins é professor de religião e liderança e ex-decano de educação religiosa na Brigham Young University-Hawaii. Ele escreveu o livro "Setting the Record Straight: Blacks and the Mormon Priesthood" ("Fazendo o Registro Correto: Negros e o Sacerdócio Mórmon") e o manuscrito "The Priesthood: Earthly Symbols and Heavenly Realities" ("O Sacerdócio: Símbolos Terrenos e Realidades Celestiais"). Ele discursou em conferências e eventos nos Estados Unidos (onde vive desde 1990), Brasil, China, Inglaterra, Hong Kong, Japão, Malásia, Ilhas Marshall, Portugal, Catar e Cingapura. O irmão Martins ingressou na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em 1972 e tornou-se o primeiro santo dos últimos dias com ascendência negra africana a servir uma missão de tempo integral após a Revelação de 1978. Ele serviu duas vezes como bispo, sete vezes como sumo conselheiro de estaca, três vezes como oficiante do templo, tradutor do Livro de Mórmon e presidente da Missão Brasil São Paulo Norte com sua esposa, Mirian Abelin Barbosa. O casal tem quatro filhos e oito netos.


Notas

2 Martins, Falsas Imagens de Cristo, Discurso em devocional - Brigham Young University-Hawaii, 24 Maio 2001

3 Martins, An Inevitable Paradox: Establishing a 'Peaceable Habitation' in a Violent World, Discurso em Convocação - Brigham Young University-Hawaii, 08 Setembro 2005

4 Martins, 'Ide Por Todo o Mundo:' Tendências Tecnológicas e a Igreja SUD no Século 21 – Série de Palestras "Questões e Eventos" - Ricks College, 08 Outubro 1998. Também em vídeo da BYU-TV, 30 Setembro 2000

5 Élder Henry B. Eyring, Comentários expontâneos numa reunião de funcionários do Ricks College, aprox. 1998.

6 Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p.11 – doravante citado como "Ensinamentos" - "Minutes, 25–26 October 1831," p.11, The Joseph Smith Papers, accessed December 12, 2019, https://www.josephsmithpapers.org/paper-summary/minutes-25-26-october-1831/2

7 Martins, An Inevitable Paradox, 2005 – Colchetes adicionados com um refinamento mais recente.

8 Rudolf Otto, The Idea of the Holy: An Inquiry into the Non-Rational Factor in the Idea of the Divine and its Relation to the Rational.  London, New York: Oxford University Press, 1923, 1936.

9 Doutrina e Convênios 93:36

10 Morôni 10:3-5

11 Doutrina e Convênios 1:24; 50:12

12 Doutrina e Convênios 84:44-48

13 Doutrina e Convênios 78:17-18

14 Ensinamentos, p.145 - Ensinamentos dos Presidentes--Joseph Smith, p.281 – "Discourse, between circa 26 June and circa 2 July 1839, as Reported by Willard Richards," pp.17-18, The Joseph Smith Papers, accessed January 3, 2020, https://www.josephsmithpapers.org/paper-summary/discourse-between-circa-26-june-and-circa-2-july-1839-as-reported-by-willard-richards/3

15 Ensinamentos, p.346 - Ensinamentos dos Presidentes--Joseph Smith, p.219 - "History, 1838–1856, volume E-1 [1 July 1843–30 April 1844]", p.1974, The Joseph Smith Papers, accessed January 25, 2020, https://www.josephsmithpapers.org/paper-summary/history-1838-1856-volume-e-1-1-july-1843-30-april-1844/346

16 João 1:1-4; Moisés 1:32-33

17 Abraão 5:20-21

18 Moisés 7:13; Éter 12:30

19 Apocalipse 4:5; 8:5; 11:15, 19; 16:18

20 O Profeta Joseph Smith explicou: "Suponho que João viu ali seres de mil formas, que tinham sido salvos de dez mil vezes de dez mil terras como esta ... João ouviu as palavras dos animais, dando glória a Deus, e as entendeu. Deus, que fez os animais, pode entender todas as línguas faladas por eles ... eles foram vistos e ouvidos por João louvando e glorificando a Deus." -  Ensinamentos, p.281 – "History, 1838–1856, volume D-1 [1 August 1842–1 July 1843]," p.1523, The Joseph Smith Papers, accessed January 26, 2020, https://www.josephsmithpapers.org/paper-summary/history-1838-1856-volume-d-1-1-august-1842-1-july-1843/166

21 Pérola de Grande Valor - Moisés 7:13

22 Mosias 2:8

23 3 Néfi 17:16-17

24 Ensinamentos, p.296 – "Discourse, 21 May 1843, as Reported by Willard Richards," p.[213], The Joseph Smith Papers, accessed January 30, 2020, https://www.josephsmithpapers.org/paper-summary/discourse-21-may-1843-as-reported-by-willard-richards/3

25 History of The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints 1:300 - https://www.josephsmithpapers.org/paper-summary/letterbook-1/16 - accessed 04 July 2019

26 Doutrina e Convênios 88:77-80, 118

27 Mosias 3:15; Doutrina e Convênios 88:61; 101:43

28 Alma 30:44

29 "É Bom Ser Instruído": Meditação sobre o Sacerdócio e o Tempo - BYU-Hawaii - Honors Night – 30 Maio 2017

30 O Profeta Joseph Smith explicou: [O] espírito é uma substância; ... é material, porém [é] matéria mais pura, mais elástica e refinada que o corpo; ... existiu antes do corpo, pode existir com o corpo e existirá separado do corpo, quando este estiver se desfazendo em pó; e na ressurreição será reunido [ao corpo]." Ensinamentos, p.203 – "History, 1838–1856, volume C-1 [2 November 1838–31 July 1842]," p. 1307, The Joseph Smith Papers, accessed January 30, 2020, https://www.josephsmithpapers.org/paper-summary/history-1838-1856-volume-c-1-2-november-1838-31-july-1842/481

31 Neil Anderson, Increasing Metacognitive Engagement, Dircuso na Convocação - BYU-Hawaii, 27 Setembro 2018

32 Jó 38:7; Apocalipse 5:9; 14:3; 1 Néfi 1:8; Alma 36:22

33 Élder James E. Talmage escreveu: "A gravitação, o som, o calor, a luz e a força ainda mais misteriosa e aparentemente sobrenatural da eletricidade não são mais do que servos comuns do Espírito Santo em suas funções." – Regras de Fé, p.152

34 Moisés 3:5, 7

35 Doutrina e Convênios 128:13

36 Doutrina e Convênios 84:20-21; 20:60; Morôni 3:4

37 Alma 5:15; 32:40; Éter 12:19

38 Esta é apenas uma observação passageira, uma vez que o Profeta Joseph Smith declarou: "Não é essencial que os élderes tenham conhecimento quanto ao significado das bestas, cabeças, chifres, e outras figuras usadas nas revelações; contudo, talvez seja necessário, a fim de evitar a contenda e a divisão, e acabar com o suspense." - Ensinamentos, p.279 – "History, 1838–1856, volume D-1 [1 August 1842–1 July 1843]," p.1522, The Joseph Smith Papers, accessed January 26, 2020, https://www.josephsmithpapers.org/paper-summary/history-1838-1856-volume-d-1-1-august-1842-1-july-1843/165

39 Martins, The Priesthood: Earthly Symbols and Heavenly Realities, ainda não publicado

40 Mosias 15:11-13

41 João 10:14-15, 17-18

42 Morôni 7:48 – colchetes adicionados

43 Doutrina e Convênios 131:1-2; 18:15-16

44 Alma 30:17 – tradução minha do original em inglês "management of the creature".

45 Mosias 23:7

46 Alma 1:26

47 Ensinamentos, p.280 - Ensinamentos dos Presidentes--Joseph Smith, p.278 – "History, 1838–1856, volume D-1 [1 August 1842–1 July 1843]," p. 1522, The Joseph Smith Papers, accessed January 26, 2020,  https://www.josephsmithpapers.org/paper-summary/history-1838-1856-volume-d-1-1-august-1842-1-july-1843/165

48 Ensinamentos, p.212 - Ensinamentos dos Presidentes--Joseph Smith, p.278 – "History, 1838–1856, volume C-1 Addenda," p. 63, The Joseph Smith Papers, accessed January 26, 2020, https://www.josephsmithpapers.org/paper-summary/history-1838-1856-volume-c-1-addenda/63

49 1 Néfi 5:18

50 1 Néfi 19:10; também 13:23

51 Moisés 7:62-63

52 3 Néfi 28:38

53 Journal of Discourses 10:146-148 – April 6, 1863


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